Nem homens, nem mulheres

Angela A. Donini

Esse artigo apresenta uma análise crítica à divisão dos seres humanos em “homens” e “mulheres”, partindo do pressuposto que a categoria de gênero responde a uma lógica binária a partir da qual se aprimoram técnicas de normalização e transformação do ser vivo, tais como a fotografia dos corpos, a identificação celular, a análise e terapia hormonal, a leitura cromossômica ou as cirurgias transexuais e intersexuais. Um conjunto de técnicas e tecnologias fotográficas, biotecnológicas, cirúrgicas, farmacológicas, cinematográficas ou cibernéticas constituem performativamente a materialidade dos sexos. A lógica binária segundo a qual se estabelece a noção de gênero opera uma guerra entre identidades sexuais, seja no plano visível, a partir de restrições e violências, seja no plano invisível, onde os processos de existência e o corpo podem entrar em colapso na medida em que o que é socialmente ofertado como possível não representa o que se vivencia no plano sensível. O registro dessa lógica binária não agrega nada ao que subjetivamente se vive. Pelo contrário, sua existência impulsiona restrições e gera violência.

gênero; mulheres; subjetividade; classificação

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